Como escolher as fotos do álbum sem travar · Lembra?
Dicas · 7 min de leitura

Como escolher as fotos do álbum sem travar

O problema nunca foi ter foto demais. É achar que todas precisam entrar.

Galeria de fotos do celular lotada, com milhares de miniaturas
É aqui que quase todo álbum empaca: na fototeca cheia.

Você já começou um álbum e parou na hora de escolher as fotos? Acontece o tempo todo. A pessoa junta as fotos do primeiro ano do filho, a vida atropela, e quando ela volta a criança já tem três anos — agora são cinco mil arquivos em vez de mil. Ou volta da viagem certa de que vai fazer o livro, pede as fotos pro marido, junta tudo, abre a pasta e fecha de novo.

Ninguém trava por falta de vontade. Trava por excesso de cuidado. Cada foto que você tirou, você tirou porque viu alguma coisa ali. Tinha uma luz, tinha uma cara, tinha um instante. Descartar parece trair o momento. Então você não descarta nada — e o álbum não sai.

Um álbum não é um arquivo. É uma edição. E editar é escolher o que fica de fora.

Comece pelo motivo, não pelas fotos

Antes de abrir a pasta, responda uma coisa: pra que serve esse álbum? Aniversário de 50 anos de casamento dos seus pais? Então toda foto que não conta a história daquele casal já está fora. Não é crueldade, é foco. O motivo faz metade da curadoria sozinho.

Depois defina o tamanho. Quantas páginas você quer de verdade. Isso vira um número: até três fotos por página, cinco ou seis por página dupla. Um álbum de 50 páginas comporta algo em torno de 125 fotos. Menos que isso costuma ficar melhor, porque o olho precisa de respiro.

Ter esse número antes de começar muda tudo. Se você tem 800 fotos e sabe que vão entrar 125, você para de decidir foto por foto e passa a decidir em bloco.

Primeira passada: inclua, não exclua

Abra a pasta na maior tela que você tiver. No celular dá, mas na tela grande você vê o que na miniatura passa batido: o olho fechado, a mão tremida, a cabeça virada.

E aqui vai o pulo do gato: em vez de ir apagando da pasta original, crie uma pasta nova e vá só puxando o que salta aos olhos. Incluir é mais rápido que excluir. Você não fica negociando com cada foto que vai embora — só pega as que chamam.

Não pense muito. Se precisou olhar duas vezes, não era. No fim dessa passada você vai perceber duas coisas: selecionou menos do que imaginava, e não sentiu falta de nada.

Segunda passada: cinco versões do mesmo instante viram uma

Se ainda está acima do seu número, é hora de olhar as repetições. Você não precisa das cinco fotos do bolo. Coloque lado a lado e escolha uma. Quando as duas parecem iguais, elas são iguais — e a decisão importa menos do que você acha.

Banho de mar em Ipanema, primeira das três fotos quase idênticas
Banho de mar em Ipanema, segunda foto quase idêntica
Banho de mar em Ipanema, terceira foto quase idêntica
Três da mesma cena, com segundos de diferença. Uma entra. As outras duas você nem vai sentir falta.

Mas cuidado com a régua da perfeição técnica. Às vezes a foto tremida é a que tem o movimento. Às vezes a sequência de três é melhor que a única, porque mostra a cara mudando, o pulo acontecendo, a gargalhada chegando. A memória não é nítida. O álbum não precisa ser.

Menina abraçada ao cachorro, foto ligeiramente tremida mas cheia de vida
Fora de foco, mas é a que tem a alegria inteira. Essa fica.

Você decide o que é melhor. E melhor é o que faz você sentir de novo.

Última passada: leia como história

Agora esqueça as fotos individuais e olhe o conjunto. Tem começo, meio e fim? Tem uma parte inchada e outra magra? Tem gente, tem detalhe, tem lugar — ou só tem gente posando?

Álbum aberto: à esquerda um retrato de pai e filha, à direita o ambiente e os detalhes do lugar
Uma página dupla que respira: retrato, ambiente e detalhe na mesma virada.

Um teste rápido: quem, o quê, quando, onde, por quê. Nem todo álbum precisa dos cinco, mas se algo parece faltando, geralmente é um deles.

E quando bater a dúvida

Marque tempo. Vinte e cinco minutos por sessão, depois levanta. Olhar demais pra tela é o que faz você começar a duvidar de escolhas que já estavam boas.

Empacou entre duas fotos? Escolhe uma e segue. Depois de diagramado, você pode trocar — mas não vai querer. E comece pequeno: se você tem dez álbuns na cabeça, faça o de menor tema primeiro. A prática de escolher é um músculo.

O ponto

Depois de impresso, ninguém percebe as fotos que ficaram de fora. Nem você. O que fica é o álbum na mão, na estante, aberto no colo de alguém no domingo.

Álbum de viagem impresso, segurado nas mãos
O destino de tudo isso: um objeto pronto para durar.

Ele não precisa ser perfeito. Precisa existir.

E se a parte de ler o conjunto, cortar as repetições e dar ritmo às páginas ainda parecer trabalho demais, é exatamente aí que entra a Lembra?. Você faz a seleção afetiva — as fotos que importam pra você — e a gente cuida da curadoria fina, do design de cada lâmina e da impressão premium.

Já tem as fotos escolhidas?

Manda pra gente. A gente monta a história.

Curadoria, design e impressão premium num álbum desenhado à mão para a sua memória.

Quero criar meu álbum
Dani Justus
Dani Justus
Fotógrafa há mais de 20 anos · Fundadora da Lembra?
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